Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de março, 2022

Isto não é a guerra de Putin

A narrativa de muitos meios de comunicação descreve o conflito russo-ucraniano como uma guerra de Putin. Não do povo russo mas de Putin.   Só existe um responsável e o povo sofre como vítima desse tirano. O povo russo deseja a paz como todos os europeus. Esta narrativa é um reflexo da cegueira histórica e coma ideológico europeu ocidental das últimas décadas.   Basta um mínimo de conhecimento de história para saber que não existem ditadores sem apoio popular. E basta ouvir um pouco do que os europeus de leste dizem para perceber imediatamente que os europeus ocidentais não fazem ideia do que é a Rússia ou da forma como pensa o povo russo. Enquanto os europeus ocidentais vivem com estas narrativas pseudo-moralistas esquecem-se 2 coisas: 1 - fazer juízos sobre a realidade baseados em dados 2 - levantar as questões certas. Dados verificáveis Existem 4 argumentos a favor do povo russo: os russos são contra a guerra, estão sujeitos a propaganda, o medo contra a ditadura, ...

Irá a China invadir Taiwan?

Nas próximas linhas vou tentar imaginar o tipo de raciocínio que a liderança em Beijing possa estar a fazer no que concerne aos seu desejo de invadir Taiwan. Eu acredito que Beijing sabia dos planos de Moscovo para atacar a Ucrânia há mais tempo do que estão dispostos a admitir.   Permitiram esses planos, na medida que compraram a propaganda russa de um exército impressionante que iria defrontar um pais pequeno, rodeado de democracias com lideranças fracas e corruptas. Creio que Pequim estaria interessado nesse tipo de conflito, na medida que desgastaria as forças ocidentais numa área afastada do seu ponto de interesse: Taiwan. Depois de uma semana de combates na Ucrânia não sei se Beijing ainda achou esta invasão uma boa ideia. Existem 3 aspetos que, na minha opinião estão a ser analisados por Pequim : 1 - nível de eficácia das forças militares russas; 2 - resposta europeia; 3 - nível de desgaste americano na Europa que possa afetar uma resposta mais decisiva no Pacífico. Ach...