A 7 de Outubro, o Hamas seguido de muitos civis de gaza rompeu um cessar-fogo que já existia há anos e invadiu Israel.
Nesse dia, as piores atrocidades foram cometidas contra civis indefesos desde bebés a idosos quase centenários.
Israel ainda não tinha respondido aos ataques e o Ocidente via-se inundado de manifestações anti-Israel e pro-hamas!
Depois Israel respondeu e começou uma série de campanhas para destruir ou debilitar significativamente toda a estrutura do hamas.
O ocidente rapidamente se viu inundado, mais uma vez, de pedidos a exigir um cessar-fogo e uma solução de 2 estados!
Os primeiros ministros de Espanha e da Bélgica foram à região encontrar-se com a Autoridade Palestiniana e exigir uma solução de 2 estados como se essa solução dependesse de Israel!
Será a solução de 2 estados a solução necessária para acabar com o conflito entre estas 2 populações?
Na minha opinião a paz não se vai conseguir tão cedo e este conflito vai continuar mais uma décadas. Pelo menos na ausência de reformas estruturais importantes.
Este problema não tem resolução porque as pessoas estão a exigir uma solução a uma parte do problema cuja função não é providenciar essa solução.
Todos falamos como se a paz dependesse de Israel quando na realidade é um problema composto por 4 variáveis.
A solução estará dependente da pelo menos 3 variáveis destas conseguirem trabalhar em conjunto.
Vamos entender quais são as variáveis e de que forma elas complicam ou ajudam ao problema:
1 - Palestina
2 - Países Árabes
3 - Nações Unidas/Ocidente
4 - Israel
Todas estas 4 variáveis tem contribuído de forma significativa para este conflito geracional.
Vamos analisar cada uma delas.
Palestina
"We can forgive the Arabs for killing our children.
We cannot forgive them for forcing us to kill their children. We will only have peace with the Arabs when
they love their children more than they hate us.”
Golda Meir
A Palestina é o grande problema neste conflito. Todo o conflito parte dos árabes locais de estarem mais interessados em destruirem Israel do que em criarem o seu próprio estado.(8)
Como Golda Meir disse
“We will only have peace with the Arabs when they love their children more than they hate us.”
A Palestina não reconhece a existência do estado de Israel. Os palestinianos são um povo profundamente anti-semita que faz questão de endoutrinar as crianças a odiarem e matarem judeus.
O elevado número de adolescentes palestinianos presos em Israel é uma consequência direta desta educação.
Se uma criança palestina cresce a aprender que quer morrer mártir e esfaquear judeus é a coisa certa a fazer é normal que quando chega a adolescência comecem a querer esfaquear judeus!
A canção “From de River do the Sea, Palestine will be free!” não tem nada a ver com a libertação da Palestina mas sim com o fim do estado de Israel e consequente aniquilação dos judeus.(6)
Foi o império britânico que dividiu o território conhecido como Palestina (nome original era Judeia e foi alterado pelos romanos). Esse território foi dividido em 3 partes:
1 - uma parte maior do que é conhecido hoje como Jordânia
2 - do território que sobrou, que fica entre o rio Jordão e o mar, foi criado Israel e um segundo estado que mais tarde ficou conhecido como palestina.
Quando o povo da Palestina canta “from the river to the sea, Palestine will be free” está na realidade a dizer que a palestina será libertada de judeos. É uma canção anti-semita e genocida!
Este anti-semitismo é anterior à criação do estado de Israel com o comprovam os vários progroms anteriores à criação do estado de Israel (9) e a própria oposição dos Árabes contra a criação de uma pátria para os judeus:
“His Majesty’s Government have thus been faced with an irreconcilable conflict of principles … For the Jews the essential point of principle is the creation of a sovereign Jewish State. For the Arabs, the essential point of principle is to resist to the last the establishment of Jewish sovereignty in any part of Palestine”
Fevereiro de 1947, Ministro dos Negócios Estrangeiros Inglês, Ernest Bevin (5)
Nos dias de hoje, há uma história real que exemplifica o anti-semitismo da povo da Palestina.
Um bebé da palestina precisou urgentemente de um transplante de órgão para viver. É recebida em Israel onde médicos israelitas vão fazer o transplante com um orgão doado por um pai israelita cujo filho morreu em combate a proteger Israel.
A mão do bebé fica feliz que os israelitas lhe tenham doado um orgão e tenham salvo a vida do seu bebé mas mesmo assim espera que ele se venha a tornar um mártir.
Outro exemplo? Basta pensar que o líder do Hamas responsável pelos crimes de 7 de Outubro foi tratado de um cancro cerebral pelos israelitas. E todos os tratamentos de ponta que recebeu foram pagos pelos israelitas.
O radicalismo ideológico dos árabes da Palestina é bem conhecido por todos os povos locais. Não é à toa que o Egipto fechou fronteiras e a Jordânia, composta por 90% de palestinos, se recusou a receber refugiados do West Bank.
Os Palestinos foram literalmente corridos do Qatar devido a atividades terroristas. A OLP foi para a Jordânia onde acabou por sair após mais de 10 meses de conflito armado com o exército Jordano. E depois fugiram para o Líbano onde se formou o Hezbollah e todos sabemos como essa história acabou.
O nível de radicalismo ideológico dos habitantes de Gaza pode ser visto na sua resposta ao ataque de 7 de Outubro. Quando mulheres meia despidas, com sinais de tortura e violação, eram passeadas pelas ruas de Gaza os habitantes rejubilavam, cantavam e cuspiam em cima das vitimas inconscientes.
Todos eles sabiam que a resposta israelita ia ser má. Mas ninguém estava, aparentemente, preocupado com as consequências da resposta israelita. Estavam, demasiado felizes sequer para pensar nisso!
Enquanto os habitantes da Palestina não fizerem uma “soul searching”, uma reforma estrutural e dura na forma como pensam e no anti-semitismo que professam, nunca haverá paz.
Estados Árabes
Os outros estados árabes da região alimentam o mesmo anti-semitismo que os palestinos. Ao mesmo tempo competem entre si e não se importam de ter relações ocasionais com Israel para contraporem outro poder árabe local.
Com o tempo, alguns destes países abandonaram a retórica de querer destruir Israel e iniciaram relações diplomáticas. Mas mantém a própria população no mesmo anti-semitismo cultural que professam há séculos.
A resposta das populações de muitos países países muçulmanos aos ataques do 7 de Outubro e à consequente resposta israelita são claros.
As manifestações anti-semitas com populações descontroladas a queimarem bandeiras e jurarem morte aos judeus são acompanhadas de total desinteresse pelo bem estar dos refugiados palestinos.
Não houve um único estado árabe que se oferecesse para receber refugiados palestinos (pelo contrário!). A Jordânia, cuja população é feita de 90% de palestinos ameaçou guerra caso tentassem empurrar refugiados para as suas fronteiras. O Egipto fechou a fronteira com Gaza e fortaleceu-a com blocos de cimento.
Agora compare-se está resposta com os países europeus que rapidamente aceitaram 8 milhões de refugiados da Ucrânia?!
Os estados árabes são responsáveis pelo durar deste conflito por 2 motivos principais:
1 - são estados que alimentam o anti-semitismo e tem provocado limpezas étnicas contra populações de cristãos e judeus nos seus territórios.
Está bem documentado a limpeza étnica sucessiva contra populações cristãs e judaicas nos diversos países árabes, incluindo a parceria entre sírios e palestinos no genocídio de cristãos.
2 - servem-se do conflito israelo-palestiniano quando lhe dá jeito.
Por várias vezes este conflito foi usado pelos estados árabes para não terem de lidar com problemas internos.
O ataque de 7 de Outubro é um exemplo claro de como países islâmicos usam o conflito entre Israel e Palestina em proveito próprio.
O Hamas é um braço armado do Irão. E sabe-se que o Irão vendeu armas ao Hamas e ajudou a planear este ataque (1), (2), (3), (4). Este ataque foi pensado para dificultar a aproximação diplomática entre Israel e outros estados árabes como a Arábia Saudita. Foi uma vitória estratégica para o Irão.
O Irão sabe que Israel será obrigado a responder com força militar e esperam pelas baixas civis para usarem o ódio anti-semita dos árabes e dificultarem qualquer parceria política.
Esta parceria política seria para facilitar um novo corredor comercial que ligaria a Índia diretamente a Europa e ao Atlântico. Esta nova supply chain não seria conveniente para Rússia, Irão e especialmente China.
Por isso a China usa o TikTok como arma de propaganda a favor dos palestinos. Objetivo é isolar Israel e provocar divisões internas nos países democráticos ocidentais.(19)
E acima de tudo dificultar a criação de novas suply chins que venham a diminuir a importância da China para o Ocidente.
É preciso ligar os pontos. Os países árabes precisam de um cardeal Richelieu e acima de tudo precisam de mudar completamente o seu registo imperialista, racista e anti-semita face aos seus vizinhos israelitas.
Ocidente
“mas aprendi que o povo do Ocidente quer tanto fechar os olhos à realidade, que interpretará sempre o que os palestinianos dizem de uma forma forma que lhes seja conveniente ou, alternativamente, dar desculpas sobre por que não se pode esperar que os palestinianos o digam. Mas este é o cerne da questão. “
Einat Wilf
O Ocidente, via Nações Unidades e outras ONG, tem sido um dos principais obstáculos a uma paz duradoura. Tudo em nome dos direitos humanos e da dissociação com a realidade que as elites ocidentais sofrem.
As Nações Unidas (NU) tem 2 departamentos independentes para lidar com os refugiados de todo o mundo: uma para os refugiados do mundo e outra, especificamente para os refugiados da Palestina.
Os palestinos são os únicos refugiados, no planeta, que tem um departamento das NU só para eles!
É óbvio, nesta fase, que a maioria das trabalhadores locais da Nações Unidas (UNRWA) pertencem ao Hamas.
- Um dos reféns esteve preso em casa de um professor que dava aulas nas escolas das Nações Unidas;
- Outro esteve preso em casa de um médico pediatra que o torturava, ao mesmo tempo que tratava de outras crianças!
- vários professores da NU foram para o Twitter celebrar o massacre de 7 de Outubro.
O dinheiro humanitário das NU vai direito para o Hamas. As escolas das NU são usadas para endoutrinar crianças a tornarem-se mártires e a matar judeus. Já existem provas suficientes que documentam a infiltração das NU por grupos terroristas e o total apoio por parte das organizações em causa.
Os próprios professores das NU foram para as redes sociais celebrar os ataques do 7 de Outubro. (15)
Num caso anedótico, o comissário geral da UNRWA, Philippe Lazzarini e a própria UNRWA receberam notas comunitárias no Twitter a contestar as suas publicações que a UNRWA não financiava o ódio contra judeus nas suas escolas da Palestina (14)

A OMS tem sido outra instituição com uma postura parcial e uma postura lamentável!
Primeiro negou existirem membros do Hamas no Hospital Al-Shifa e condenou Israel pelos ataques ao Hospital. Esta postura ´ºe de estranhar, quando a própria Amnestia Internacional (outra ONG com uma agenda anti-Israel) em 2014 já tinha admitido que Al-Shifa era usado para torturar opositores do Hamas.
Quando se comprovou que o Hamas usava o Hospital e, inclusivamente levou lá reféns com conhecimento do pessoal hospitalar, a OMS manteve-se calada.
Quando questionada sobre o sucedido e a razão pela qual não reconheceram que o Hamas usava o Hospital a resposta foi “nós só nos focamos nos doentes!”.
Uma resposta lamentável de uma instituição que negou publicamente algo que sabia estar a passar-se e apoiou os esforços de grupos terroristas contra civis indefesos.
No dia 19 de Novembro, o Dr. Tedros congratulou-se pela missão bem sucedida de ajudar os bebés do Hospital Al-Shifa. E agradeceu a todas as organizações envolvidas pelo risco que correram e pela coragem que tiveram. (10).
O Dr. Tedros esqueceu-se de agradecer à IDF que foi a responsável por garantir a segurança das equipas médicas.

A cereja em cima do bolo tem sido a postura lamentável do Secretário-Geral das NU, António Guterres. O que não nos deveria surpreender face à falta de liderança que mostrou na invasão da Ucrânia.
No atual conflito-israelo-palestiniano, Guterres veio juntar a falta de fibra moral à sua falta de liderança. Especialmente quando afirmou:
“It is important to also recognize the attacks by Hamas did not happen in a vacuum.”(16)
A Drª Einat Wilf respondeu da seguinte forma:
“And isn’t it great that the person who said it is UN Secretary General Antonio Gutteres, who presides over the organization that has played a defining role in creating, sustaining, and nourishing the fertile soil from which Hamas has sprung?” (16)
A postura destas organizações tem sido criticada pela falta de apoio às vítimas israelitas. (13) Nenhum grupo de defesa das mulheres veio condenar as violações em massa! (11) Nenhum grupo de defesa das crianças veio condenar o assassinato e o rapto de crianças israelitas. (12)
Mas todas exigem um cessar fogo, quando Israel está a ganhar mas ninguém pede uma rendição incondicional do Hamas. Ninguém pediu cessar fogo ao Hamas nem condenou o Hamas por ter violado o cessar fogo existente. E acima de tudo, pelos crimes brutais que cometeu e continua a cometer contra populações civis dentro e fora de Gaza.
Ao mesmo tempo, a opinião pública, no Ocidente, manifesta-se claramente contra Israel usando 3 movimentos distintos mas que se alimentam mutuamente:
1 - população civil sem afiliação partidária mas cujas opiniões são baseadas no total desconhecimento da história do conflito e vivem de narrativas imaginárias desfasadas da realidade;
2 - extrema-esquerda com o seu ódio anti-Ocidental que criou e alimenta a dissonância cognitiva ocidental face aos acontecimentos mundiais;
3 - grupos islâmicos com a sua doutrina imperialista e de influência de extrema-direita.
A cegueira da opinião pública ocidental e o anti-semitismo de moda são visíveis em várias tomadas de posição, especialmente em muitas pessoas que não se identificam com a extrema-esquerda ou com grupos de extrema direita (islâmicos ou ocidentais).
Os ocidentais vivem numa redoma alimentada pela sua própria narrativa dos acontecimentos mundiais. Essa narrativa costuma ser ingénua, ignorante e egocêntrica.
Basta ver como os ocidentais interpretaram muitos dos acontecimentos neste conflito.
O exemplo das violações em massa de mulheres e crianças israelitas é anedótico. Temos as vitimas a dizer que foram violadas, temos testemunhas a dizer que foram cometidas violações em massa, temos os testemunhos dos socorristas (zaka) e de médicos sobre corpos de mulheres violados (algumas mulheres foram violadas com tanta violência que apresentavam faturas dos ossos da púbis) e temos os próprios violadores a afirmarem que cometeram as violações (na realidade celebraram o facto).
Mas no Ocidente a maioria da população despreza o acontecimento e abordam o tema como se não tivesse suficientemente documentado.
Deve ser difícil ser terrorista hoje em dia.
A narrativa ocidental diz que Israel é um pais colonizador que oprime os fracos. Noutras narrativas Israel representa “os brancos” e a Palestina “os de pele mais escura”. Dentro desta narrativa milhares de pessoas, gays incluídos, sairam às ruas a protestar contra Israel.
Na realidade Israel é o país mais inclusivo da região. Não é um pais só de brancos nem de uma só cultura. É o único pais onde árabes e cristãos podem ser cidadãos de pleno direito sem se preocuparem com a sua religião.
Em contrapartida, todos os países árabes, incluido Palestina são conhecidos pelas sucessivas limpezas étnicas contra judeus e cristãos.
Em Israel um cantor transgénero ganhou o campeonato de Eurovisão e os homossexuais tem os seus direitos garantidos. Na Palestina este mesmo cantor tinha cometido “suicídio” com ajuda de meia dúzia de fanáticos e em frente a uma população que festejaria de forma alucinada.
Enquanto homossexuais da Palestina tem de fugir da Palestina para poderem viver numa sociedade mais inclusiva, os homossexuais ocidentais cantam “from the river to the sea, Palestine will be free”.
Este desfasamento da realidade com as narrativas ocidentais só pode ser descrito como esquizofrenia cultural. Este é um problema tão difícil de tratar quanto o problema do anti-semitismo existente na Palestina e restante mundo islâmico.
Israel
Chegamos a Israel. O que pode Israel fazer para se defender? Para defender o seu direito à existência?
A posição interna de Israel parece ser afetada pelos ideias da esquerda e da direita. A esquerda política parece desejar segurança sem investir na força necessária para a ter e a direita quer investir na força necessária para a sua segurança sem os constrangimentos morais do seu uso.
Israel vê o seu problema agravado com um governo de extrema direita que aumenta os colonatos e a pressão sobre os palestinos. (18)
O agravamento das tensões no West Bank tem sido provocado por decisões, muitas vezes irrefletidas, de líderes de extrema direita israelita. (17)
Mas em última instância, independentemente do governo te Telavive, os israelitas são obrigados a defenderem-se.
Os países árabes da região (Palestina incluindo) tem 2 opções. Ou escolhem a paz ou escolhem a guerra. As opções de Israel são diferentes. Ou escolhe lutar ou escolhe desaparecer.
Se Israel não for capaz de se defender e de mostrar determinismo militar face às agressões que sofre outros países ficarão mais convencidos que valerá a pena destruir Israel e aniquilar a sua população.
Israel, se pretender existir, só pode fazer 2 coisas: (A) tentar controlar o comportamento dos judeus mais radicais e da extrema-direita e (B) manter um exército e uma sociedade civil capaz de responder aos desafios colocados pelos seus vizinhos.
Conclusão
O conflito Israel-Palestiniano nunca poderá ser resolvido porque se exige a solução do mesmo ao único interveniente que não tem capacidade para o fazer.
Israel pode destruir o Hamas, mas isto só vai diminuir temporariamente a intensidade do conflito e a probabilidade de ataques a Israel.
A resposta militar israelita nunca vai conseguir resolver o problema porque nunca vai existir uma reeducação da população de Gaza. As ajudas internacionais vão continuar a alimentar grupos radicais tipo Hamas e os países Árabes locais vão continuar a alimentar o conflito físico e ideológico consoante as suas necessidades.
O Ocidente poderia ser uma força positiva reavaliando as ajudas humanitárias. Garantindo, por exemplo, que nas escolas das NU nunca se ensinaria anti-semitismo; colocando pontos de controlo externos na forma como o dinheiro da ajuda é gasto; impondo pressão na população e nos seus lideres para alterarem os seus ideais anti-semitas.
Mas para isso precisávamos sair da narrativa ilusória com que analisamos os problemas do mundo. O cumulo do ridículo é ver os políticos europeus a pedirem um cessar-fogo a Israel sem condenarem a Palestina por quebrar o cessar-fogo que já existia.
Os países árabes poderiam ser uma força positiva de mudança. Mas para isso os seus líderes precisariam de confrontar uma cultura profundamente anti-semita e sem um bom histórico em fazer introspecção ou em evoluir nas suas crenças e costumes.
No final temos a Palestina e Israel. Israel, um grupo de pessoas que quer ter o seu próprio pais e a Palestina, um grupo de pessoas que está mais preocupada em negar o direito dos primeiros do que em criar o seu próprio pais.
O confronto é para continuar!
Blibliografia
1 - https://www.wsj.com/world/middle-east/iran-israel-hamas-strike-planning-bbe07b25
3 - https://carnegieendowment.org/sada/90847
4 - https://www.state.gov/the-abraham-accords/
5 - https://twitter.com/EinatWilf/status/1716898009663869349
6 - https://twitter.com/charliekirk11/status/1726726716377141489
7 - https://twitter.com/visegrad24/status/1725656781089607704
8 - https://twitter.com/AdamRFisher/status/1725401655871480076
9 - https://twitter.com/RafHM/status/1721490643699040339
10 - https://twitter.com/DrTedros/status/1726233723366990029
11 - https://twitter.com/Ostrov_A/status/1727746930124435572
13 - https://twitter.com/ZachLewis3187/status/1725850426371699107
14 - https://twitter.com/UNLazzarini/status/1723352537825243541
15 - https://unwatch.org/report-u-n-teachers-celebrated-hamas-massacre/
16 - https://twitter.com/EinatWilf/status/1717570398051500176
17 - https://twitter.com/lilacsigan/status/1725467903212814718
18 - https://twitter.com/guy_laron/status/1724540419688497238
19 - https://twitter.com/JakeWSimons/status/1725487573265453388

Boa tarde, Nuno Lemos
ResponderEliminar1 - O estado hebraico foi erigido em Terra de Cananeus, Filisteus, e muitos outros povos que ali viviam quando o povo hebraico resolveu reclamá-lo para si porque o seu deus - o deus de Abraão, Isac e Jacob - lha havia prometido.
2 - A esse estado Hebreu, denominaram de Israel, porque uma vez mais o seu deus disse a Jacob que "de ora em diante serás chamado de Israel."
3 - Este estado de Israel dividiu-se em dois Estados: o de Israel do Norte, no norte; o de Judá no sul com capital em Jerusalém. É deste estado de Judá que surge o termo Judeu.
4 - O estado de Israel foi o primeiro a ser aniquilado pelos impérios vizinhos.
5 - De seguida foi o reino de Judá.
6 - Quando estes dois reinos findaram nunca mais houve um estado de Israel ou de Judá. Os Hebreus viviam naquela Terra, praticando a sua religião, porque os conquistadores lho permitiam.
7 - Com a destruição do templo de Jerusalém pelos romanos apagou-se definitivamente a Hebreia. Os praticantes do Judaísmo eram tolerados, desde que não resistissem aos colonizadores. Muitos dispersaram-se pelo Império Romano onde não eram brutalizados como os que continuavam na Palestina (palavra que deriva de Filisteia que os gregos traduziram para Palestina).
8 - A Síria/Palestina foi sucessivamente dominada pelo Império Bizantino, pelo Império Otomano e já no século vinte foi dividida em protetorados Francês, a norte - Líbano e Síria - e os restantes territórios protetorados Ingleses. (Quem viu o filme Sir Lawrence da Arábia apercebeu-se como os árabes foram traídos por Ingleses e Franceses. Enquanto precisaram deles para combaterem o Império Otomano, prometeram-lhes a criação de um estado Árabe. Entretanto nos Gabinetes Franceses e Ingleses dividiam entre si a Síria/Palestina e um diplomata Inglês negociava com os Sionistas a criação de um novo Estado).
8 - Com o Cristianismo como religião oficial do Império começou a perseguição a todas as religiões que não fossem Cristãs entre elas a Mosaica.
9 - A perseguição às outras religiões incrementou-se com a adoção do Catolicismo como o "verdadeiro" cristianismo. Judeus e todas os outros ramos do cristianismo foram duramente perseguidos pelos Católicos.
10 - Desde a cristianização do Império e depois nos Estados que vieram depois do seu desmembramento os Judeus tiveram uma vida dura na Europa. Segregados, proibidos de serem proprietários de terrenos, de conviverem com os cristãos seus concidadãos, expulsos, roubados de bens e de filhos muitas vezes, eram empurrados para as Judiarias ou para guetos em toda a Europa do Atlântico aos Urais. Quando expulsos dos reinos cristãos muitos deles encontravam refúgio no Império Otomano.
11 - A segunda guerra mundial foi o culminar de uma perseguição secular movida por cristãos, Católicos, Ortodoxos e Protestantes que se materializou no Holocausto.
12 - No fim da 2ª guerra os cristãos europeus de consciência pesada tentaram uma solução para o "problema judaico" que eles próprios haviam criado ao longo de séculos.
13 - Quiseram resolver o problema? Não. Quiseram afastar, mais uma vez os Judeus para longe das suas terras.
13 - A solução mais justa, e mais humana era reconhecer os praticantes do Judaísmo como Cidadãos de Pleno Direito nas pátrias onde nasceram . Rússia. Polónia, Hungria, Áustria, Checoslováquia, Jugoslávia, Grécia, Itália, Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Noruega, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Alemanha ...
14 - Em vez de lhes fazerem essa justiça pensaram mandá-los para a Argentina, para África e finalmente cederam ao Sionismo liderado por David Ben-Gurion cujo programa era reconstruir o "Grande Israel do Mar Vermelho ao Eufrates", então dividiram um território habitado em duas partes, mesmo que numa das partes fosse preciso expulsar milhares de pessoas das suas casa e terrenos.
15 - Concluindo - Os Cristãos Europeus e seus aliados mais uma vez fizeram o que sempre fizeram - empurraram os Judeus para um Gueto, ou como se dizia em Portugal, para uma Judiaria.
Bom dia
ResponderEliminarObrigado pelo feedback com o resumo histórico.
Eu iria aproveitar para discordar em 2 pontos (também a minha opinião face ao que estudei e admitindo não ser um especialista na matéria).
1 - Este parece ter sido uma das ramificações dos cananeus que parece ser o povo mais antigo daquela região. Estudos genéticos não apontam diferenças genéticas significativas entre palestinianos, jordanos ou israelitas o que indica que a maioria são descendentes desse povo inicial (com as várias contribuições históricas das invasões~ões gregas, romanas, muçulmanas ou da diáspora judaica). Os filisteus surgiram mais tarde segundo me recordo. Creio que o Antigo Testamento fala disso e refere-se aos filisteus como o povo que vem do mar.
2 - Não concordo totalmente com a afirmação que Israel terá sido criado devido à consciência pesada dos europeus católicos. Já em 1937 (como menciono no artigo), portanto antes da II guerra mundial, os ingleses lidavam com o problema da criação de um estado judaico e a oposição por parte dos povos árabes locais.
3 - O território terá sido dividido em 3 partes: Jordânia, Israel e Palestina. E a formação de Israel não implicou a expulsão de milhares de pessoas das suas casas e terrenos. Esse evento foi provocado pela resposta Israelita à agressão árabe (1947-1948). Foi uma consequência cia de uma agressão em que os árabes locais tentaram exterminar os judeus e o recente estados de Israel.
4 - Na minha opinião este conflito deve-se em primeiro lugar ao profundo anti-semitismo e anti-sionismo dos árabes locais e em segundo lugar à incapacidade da comunidade internacional fazer uma pressão assertiva para terminar o conflito. Pelo menos é nessa linha argumentaria que montei o meu artigo.
Feliz Natal e Boas festas