Ao longo dos três textos anteriores analisámos diferentes expressões de um mesmo fenómeno. Vimos como a passagem da moral de Pocahontas para a moral de Greta marcou a transição entre uma culpa que se encerrava e uma culpa que se tornou permanente. Vimos como a herança cristã moldou uma civilização orientada para a confissão e o arrependimento, em contraste com outras arquiteturas morais centradas na vitória e na legitimidade do poder. E analisámos como o wokismo surge como continuação dessa herança, privada porém do seu mecanismo de redenção. A questão que se impõe é inevitável: o que estamos a viver é o declínio do Ocidente — ou apenas uma tentativa imperfeita de adaptação a um mundo em rápida transformação? A tentação do discurso do declínio Sempre que uma civilização perde centralidade, surge a narrativa do fim. Roma teve os seus profetas do colapso. O Império Otomano falou durante séculos do “homem doente da Europa”. O mesmo aconteceu com a Europa após a Primeira Guerra Mundia...
Ideias mal comportadas de um produto único, igual a todos os outros. A geração que lê Diplomacia e as aventuras de Conan o Bárbaro.